Midnight in Lisbon

Ode à luz

Avançam, incólumes, Olhos postos no objetivo. Sem critério seletivo, Esmagam a terra valida.   Comandados pelo ódio e o terror, Proferem palavras de ordem febril, Esmagam...

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Contraluz

Deixou-a a dormir e sentou-se novamente no sofá, encarando o mundo por uma nesga da janela. Era impressionante como a ausência de vida no interior de...

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Super-Homem

O médico olhou em volta. Junto à janela, numa mesa redonda, estavam expostas diversas molduras. Nalgumas viam-se dois bebés, mais tarde rapazinhos, noutras relatava-se o casamento...

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Subversão

O dia 12 de setembro finalmente chegara, e numa questão de um par de horas estava a desenrolar-se totalmente fora do plano. O vazio que se instalara dentro do meu estômago crescia descontrolado e eu só queria ir para casa, mas já não tinha uma: a da Póvoa de Lanhoso estava desfeita, a de Lisboa ainda não era minha. Os meus pais não viviam o conto de fadas em que eu acreditava. E eu já não era a pessoa que achava ser; já não me conhecia: se até à véspera sabia como iria – ou, pelo menos, como deveria – reagir às diversas situações, agora duvidava de mim, dos meus conceitos e das minhas decisões.

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